domingo, 17 de novembro de 2013

Colégio Evangélico Panambi


A História deste Colégio se inicia no ano de 1902, quando em novembro vieram da Alemanha o Pastor Hermann Faulhaber e sua esposa Maria Faulhaber. Em um Culto ministrado pelo Pastor, ele convidou os pais de crianças em idade escolar para uma reunião onde foi decidido a criação de uma escola e que as atividades deveriam começar logo. No dia 07 de janeiro do ano seguinte a escola foi instalada, onde tinha 36 alunos que foram divididos em dois grupos. Um grupo ficou sob orientação da Sra Maria Faulhaber e o Pastor Hermann ficou responsável pela segunda classe que foram ministradas em duas salas da Casa Pastoral.
No dia 08 de fevereiro de 1903 foi inaugurado o primeiro prédio escolar, estava consolidada a Stadplatzschule Elsenau. Em 1935 a Escola passou a funcionar em um prédio novo, de alvenaria, sempre com a ajuda da comunidade. Havia uma situação instável criada pelos acontecimentos da 2ª Guerra Mundial e a fim de contorná-la, em 1939, a Escola e seu prédio  foi cedido ao governo estadual, transformada em "Grupo Escolar". Em 1944, os membros da Comunidade Evangélica, começaram a organizar uma escola primária. Em 1945, reiniciaram as aulas em outro prédio com o nome de "Escola Sinodal Tobias Barreto", neste mesmo ano, a Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), percebeu que era importante a instalação de um Jardim de Infância junto à Escola, comprometendo-se em oferecer todas as condições necessárias e econômicas para o funcionamento do mesmo, onde inúmeras crianças foram beneficiadas. Porém a comunidade queria um ensino mais especializado e lutou pela devolução do prédio cedido ao governo estadual e no dia 13 de janeiro de 1947 as chaves foram devolvidas e surge então o "Ginásio Evangélico Panambi", sendo o primeiro curso ginasial da região serrana.
Novos tempos e novos cursos surgiram como o Curso Técnico em Contabilidade (1955), Curso Ginasial de Comércio (1962), Curso Científico (1966), a Escola Industrial. A Escola precisou ser ampliada, sendo construído um Internato, o Salão Nobre, o Ginásio de Esportes e tantas outras obras, todas focando na melhoria do ensino. Como Panambi é uma cidade com vocação industrial, e com a necessidade da criação, em 1981, o Curso Técnico em Mecânica, através de uma integração entre as empresas e a Escola. Logo após, surge o Técnico em Eletrotécnica (1988), o curso de Segurança no Trabalho (1992), e o curso de Processamento de Dados (1994). Com o auxílio do MEC e com verbas do Programa de Expansão da Educação Profissional (PROEP), no ano de 2011 foi inaugurado o Centro Tecnológico e de Formação Profissional do CEP.
Foram criados outros cursos importantes, como o Técnico em Informática, Técnico em Produção, Técnico em Instalações, Técnico em Manutenção, Técnico em Automação Industrial- Mecatrônica. 
Imagens de como a Escola está hoje:
                                          Guarita de entrada da Escola


                                          Prédio dos cursos Técnicos

Algumas imagens de como era a Escola no início:
                                                                   Internato

                                                            Como eram as Classes

                                                       Escola Sinodal Tobias Barreto

                                                            Prédio Central do CEP

                                                                  Sala de aula
Grupo Teatral do CEP, que encenou um texto escrito por Maria Faulhaber, que conta a história de uma família que decide por um dia trocar os papéis: as mulheres vão para o campo e os homens se encarregam dos afazeres domésticos. Esta peça foi apresentada em 2012 no Salão Nobre.


Grupo: Cristiane Martins de Souza
           Elisandra Piaceski
           Marceli R. Metz
           Marcos Mello da Silva
           Jaqueline Wahlbrinck

11 comentários:

  1. Olá colegas, até que o Colégio Evangélico não mudou muito na sua estrutura física. Interessante estas fotos das classes, já pensou hoje em dia sentar em uma classe assim? Imagina o peso. E ter que ir até a escola de cavalo ou carroça, como muitos iam?! Esta pesquisa serve para mostrar que as facilidades para estudar atualmente são tão grandes, e o que mais encontramos em sala de aula são alunos preguiçosos. Só reclamam, mas se precisassem enfrentar as dificuldades de antigamente, aprenderiam a dar valor ás comodidades dos dias de hoje e talvez valorizassem mais os estudos. São coisas interessantes para se trabalhar em sala de aula, e levar os alunos a pensar em seu estilo de vida.

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  2. Excelente trabalho pessoal. Esta escola é uma das mais antigas de nosso município e com seus cursos técnicos vem capacitando vários profissionais para o mercado de trabalho se tornando referencia não só em Panambi mas na região. Muitos moradores de municípios vizinhos se deslocam para Panambi para fazer os cursos técnicos oferecidos pelo CEP.

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  3. Olá pessoal.
    Tendo em vista que o Colégio pesquisado pelo grupo possui ensino técnico, gostaria de fazer um questionamento ao grupo:
    Na opinião de vocês, qual o papel que o ensino técnico do Brasil desempenha hoje? Esta modalidade de ensino representa hoje o que representava na era Getúlio Vargas? Argumentem.

    Abraço,
    Vinicius.

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  5. Olá professor Vinicius e colegas.
    Na minha opinião o emprego esta em alta no Brasil hoje,não há mão de obra qualificadas para preencher a demanda que temos hoje e isto, é muito bom para que haja por parte das próprias empresas o incentivo há fazer cursos de qualificação com os funcionários que já tem no seu quadro de colaboradores.
    Devemos muito a era Getúlio Vargas,foi a partir dai que obtivemos muitos diretos e muitas conquistas por parte dos trabalhadores,foi a partir 1939 que foi criado a Justiça do Trabalho dai por diante muitas outras conquistas como instituído um salário mínimo,13°salário.Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.
    Abraços
    Cristiane

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    1. Ok Cristiane, isto é verdade, mas eu gostaria de analisar sob uma ótica um pouco diferente. Sabe-se que na época de Getúlio Vargas, os cursos técnicos eram mais práticos do que teóricos, e o objetivo destes cursos era preparar o jovem diretamente para o mercado de trabalho, sem perspectiva de continuar nos estudos. E os cursos técnicos de hoje, eles possuem mais caráter prático ou teórico? A universidade hoje está mais acessível? O que implica isto na maneira como são conduzidos os cursos técnicos?

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    2. Olá...os cursos técnicos estão mais na parte prática devido a necessidade de qualificação rápida claro que tem a parte teórica mas assim terão mais realidade do que estão estudando,são cursos rápidos de resultados alcançados rapidamente há hoje em dia facilidade de podermos ingressar e uma universidade devido há esta facilidade que eu voltei a estudar.Os técnicos tem um resultado mais rápido isto na minha opinião.
      Abraços Cris

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  6. Olá professor e colegas

    O ensino técnico no Brasil em minha opinião desempenha hoje um papel de suma importância, pois forma jovens e adultos independente de sua classe social para o mercado de trabalho. Desenvolve uma educação profissional e intelectual que possibilita ao aluno ingressar no mercado de trabalho já com uma profissão e garante uma educação continuada pra quem deseja.
    O ensino técnico na era Getúlio Vargas foi ressaltada a função de formar um contingente cada vez maior de trabalhadores vindos da população de baixa renda para atuar na produção fabril. Já as profissões ligadas ao comando social que garantiam status, foram delegadas aos alunos que tinham condições socioeconômicas de cursar o ensino secundário e, posteriormente, o ensino superior.

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  7. Muito bem observado Elisandra.
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  8. Boa noite!!!!
    Hoje em dia, o mercado de trabalho esta cada vez mais competitivo, e com tal demanda precisamos mais e mais de mão de obra qualificada, essa escola técnica em nossa cidade é muito importante, pois, precisamos de trabalhadores com habilidades que permitam executar tarefas especializadas já que temos muitas indústrias. Acredito , que a formação técnica deve estar no centro das mudanças educacionais as quais derrubam a barreira entre o instruir e o educar. A pratica do ensino técnico deve aderir de forma integrada as reformas educacionais, formando sujeitos ativos, qualificados, possuidores de habilidades e diversos conhecimentos, os quais poderão colocar em pratica todo seu aprendizado, produzindo maiores resultados.
    Abraços.

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