domingo, 17 de novembro de 2013



COLÉGIO EVANGÉLICO PANAMBI


A história do Colégio Evangélico Panambi teve seu início no ano de 1902, quando em novembro daquele ano veio da Alemanha o Sr. Pastor Hermann Faulhaber e esposa, convidado pelo Dr. Hermann Meyer, fundador da colônia Neu-Wurttemberg, para aqui exercer o cargo de administrador e orientador espiritual da nossa colônia.

Quando da chegada da família Faulhaber não existia casa paroquial nem escola, devendo os recém chegados compartilhar sua estada no Barracão da Imigração, localizado no terreno em que hoje está edificado o prédio do Banco Industrial e Comercial do Sul S.A. Após o culto festivo do Ano Novo 1902/1903, o Sr. P. Faulhaber convidou todos os pais de crianças em idade escolar para uma reunião expondo a possibilidade da fundação de uma escola, onde a sugestão foi aprovada pelos presentes decidindo-se iniciar as atividades de ensino o mais breve possível.  



Cada colonizador doava o material que tinha
para dar início à construção da casa, sendo esta construída de madeira e o telhado de lascas de madeira trançada, tipo escama de peixe, amarradas uma a uma. No dia 07/01/1903 foi fundada a primeira escola chamada Stad Plazt Schule (lugar da escola da cidade), no dia 08/02/1903 ocorre a inauguração do prédio escolar onde durante a semana era escola que frequentavam 36 alunos divididos em duas classes, e nos finais de semana era igreja.

Tinha como conceito Escola Comunitária, onde no dia 14/05/1903 a comunidade determinou alguns representantes para ser a diretoria, sendo que esta determinaria alguém para representar a escola, sendo a primeira professora a Sra. Maria Faulhaber, esposa do então primeiro prefeito o Sr. P. Hermann Faulhaber, que veio da Alemanha já com formação, tendo a ajuda de outros da comunidade que tinham um pouco mais de conhecimento para auxilia-la.

Em 1910 ocorre o desmembramento em cinco regiões escolares, sendo estas atreladas a escola Stad Platz Schule.

Em 1927 foi fundada, em substituição à Sociedade Escolar, a “Faulhaber-Stiftung” (Fundação Faulhaber). A firmeza do casal Faulhaber definiu e garantiu o êxito deste empreendimento escolar, tanto que em 1931, a Revista do Ensino publicou ampla matéria realçando a qualidade de ensino ministrado pela “Faulhaber-Stiftung”, classificando a Escola como uma das melhores do estado.

A preocupação com a formação integral do aluno, cuidando tanto do ensino, ainda ministrado em sua maioria no idioma alemão, como da formação do caráter, ficava evidenciada pela ministração de conhecimentos sobre costumes, ordem e educação social. A ampliação da escola ocorreu devido a auxílios vindos da Alemanha, que até hoje ainda são mantidos.

      Em 1939 estourou a 2ª Guerra Mundial. O Brasil, então governado por Getúlio Vargas, que era simpatizante dos regimes autoritários, preferiu ficar ao lado dos aliados, porque naquela época a política de industrialização desenvolvida no país mantinha maiores relações com os Estados Unidos, neste período é emitido o Decreto Lei que traz restrições aos imigrantes, entre elas uma que proíbe a Direção de escolas por estrangeiros, em face disso a Faulhaber-Stiftug foi transformada em Sociedade de Beneficência Pindorama, e em dezembro do mesmo ano encerram-se as atividades, ficando o prédio a disposição do governo para que nele fosse instalado o Grupo Escolar Pindorama

Em 1945 o engenheiro Walter Faulhaber registra em Porto Alegre a nova Escola sob o nome de Escola Sinodal Tobias Barreto, e em 1947 foram devolvidas as chaves do prédio onde funcionava o Grupo Escolar Pindorama, neste mesmo ano o curso ginasial chega à região serrana através do Ginásio Evangélico Panambi, hoje Colégio Evangélico Panambi. A partir de 1955 começam a surgir novos cursos, inclusive os profissionalizantes devido a Panambi ser uma cidade com vocação industrial, e estando suas empresas, na maioria ligadas ao setor metal-mecânico, além das atividades curriculares normais, o Colégio Evangélico dá um destaque especial à área extracurricular, isto se evidencia na intensidade das suas atividades culturais, esportivas e artísticas. 
Diretor do CEP Prof. Nei Müller

Ano de 1920 do povoado de Neu-Württemberger


Foto 2 - Estrutura atual do CEP
Foto 1 - Estrutura atual do CEP
Foto 3 -Estrutura atual do CEP

Centro Tecnológico do CEP

Grupo: Carmen Ullmann, Fabiane von Müllen Prante, Márcia Regina da Rosa, Marta Lucia Corassini e Viviane Adriane Buring,

25 comentários:

  1. A criação de uma escola é um ponto muito interessante, hoje temos construções enormes e toda a infraestrutura necessária, porém analisamos o passado e vimos como foi o começo de tudo, o interesse dos pais com o aprendizado dos filhos e alguém sempre disposto a proporcionar este ensino as poucas crianças independente do ambiente que este fosse fornecer. Creio que se aprendia bem mais do que nos dias de hoje, a educação era mais valorizada, hoje muitos saem de casa somente para fazer presença mas estudar mesmo são poucos.

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    1. O Diretor do CEP Prof. Nei Müller, foi muito importante para nossa pesquisa, onde nos deu uma aula de história, conhecendo um pouco mais sobre a Escola e como surgiu.

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  2. Como a colega comentou, muito interessante a história de como começou a fundação da escola que hoje é referencia da cidade, perante as dificuldades do começo a comunidade se reuniu para terem uma escola e poder ensinar seus filhos, deram muita prioridade para os estudos e mostraram interesse, pois hoje os alunos se obrigam a ir a escola, mas em aprender, poucos tem este interesse. Este Colégio se tornou uma referencia aqui na cidade pois oferece alguns cursos técnicos que podem ser escenciais para o futuro do aluno.

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  3. Olá pessoal.
    No final desta postagem, vocês ressaltam a importância das atividades extracurriculares na qualidade de ensino da escola. Para vocês, autores desta postagem, quais são os benefícios na formação dos alunos que participam destas atividades? E na opinião de vocês, por que as atividades extracurrilares raramente contemplam as ciências exatas (as atividades desta escola são exceção)?

    Abraço,
    Vinicius.

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    1. Com certeza estas atividades são de suma importância, pois os cursos técnicos são os que proporcionam aos alunos um espaço no campo de trabalho, inclusive temos empresas que bancam o estudo para o profissional que lhes é importante. Em nossa cidade há pouco que surgim o IFF que também possui alguns cursos deste nível. Em questão de atividades extra curriculares, o CEP possui uma banda, invernadas artísticas, aula de música, alemãoque é uma lingua predominante em nossa cidade e na área esportiva é muito bem vista na região e estado.
      Acho que quando se mantêm os alunos em outras atividades dentro da escola eles só têem a crescer e valorizar mais os estudos, não ficando com outros pensamentos e atividades que não os ajudarão futuramente.
      Esta é uma escola de tradição em seu nível de ensino e professores bem qualificados.

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    2. Com certeza Marta. Mas vocês percebem que são raros os exemplos de escolas assim, sobretudo na rede pública? Qual opinião de vocês sobre o tempo de permanência dos alunos nas escolas? E analisando as escolas públicas em geral, o número de atividades extraclasse é satisfatório, na maioria das escolas pelo menos?

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    3. As atividades extracurriculares são muito importantes pois também contribuem para a formação do indivíduo. As atividades extras complementam o aprendizado curricular e ainda desenvolvem outras areas do conhecimento e habilidades fazendo com que esse aluno esteja mais aberto, receptivo e socializado no meio escolar e na sociedade. Infelizmente as atividades extracurriculares não são adotadas em todas as escolas, devido a falta de recursos, espaço e profissionais.

      Márcia Regina da Rosa

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    4. As ciências exatas pouco ou quase nada contam como atividades ex tracurriculares porque seriam mais pesquisas, experimentos e visitas a lugares próprios da área, pois ela abrange a matemática, química e física e para que isso ocorresse seria necessário deslocamentos do município a outras cidades que tivessem lugares para estas pesquisas e estudos e necessário tempo dos professores e alunos.

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  4. As escolas se preocupam com o aprendizado do seu aluno, talvez por ser uma escola particular tem se mais exigências para o aluno sair da mesma muito bem preparado e sempre ficar uma boa imagem da escola. Essas atividades são importantes para a preparação do aluno, de ele poder ver como participar, se incluir numa sociedade de uma forma bem educada.

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  5. Infelizmente nas escolas públicas as atividades extraclasse são raras, creio que o programa que o governo quer fazer em relação a manter os alunos em turno integral venha a contribuir para que outros programas ou curriculos sejam empregados para que isso aconteça, é importante outras atividades em que os alunos consigam preencher o tempo com os estudos. Aulas extras como aulas de estudos seriam de grande valia porém melhor seria em grupos menores para uma melhor compreensão dos alunos e até mesmo para o acompanhamento dos professores.
    Só que para isto se tornar realidade é preciso espaço físico, recursos melhores e mais profissionais nas diversas áreas de ensino.

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  6. Ok Márcia, Carmem e Marta Lucia.
    Mais comentários?

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  7. Porque nas escolas públicas são se utiliza mais condições para trabalhar as ciências exatas, já que este é um conteúdo muito aplicado em vários ramos de trabalho? Será que não seria interessante nossos governos reavaliarem isto já que se pretende nas escolas proporcionar ensino para o futuro profissional dos alunos?

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  8. Concordo com minhas colegas, atividades extraclasse são importantes, mas em nosso município temos pouca opção nesse sentido, a maioria das escolas tem o ensino fundamental sem muita opção de aprendizado extraclasse, deveríamos ter mais incentivo do estado e município com verbas e espaço para realização dos mesmos. Com está pesquisa no CEP pude voltar a muitos anos atrás e rever de como começou o ensino em nossa cidade, imagino que era precário mas com certeza bem aproveitado, nossa cidade o privilégio de ter está escola instalada aqui, com os ensinos fundamental, médio e cursos técnicos em vários ramos de especialização para o trabalho que as empresas de Panambi oferecem.

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  9. Concordo com minhas colegas, atividades extraclasse são importantes, mas em nosso município temos pouca opção nesse sentido, a maioria das escolas tem o ensino fundamental sem muita opção de aprendizado extraclasse, deveríamos ter mais incentivo do estado e município com verbas e espaço para realização dos mesmos. Com está pesquisa no CEP pude voltar a muitos anos atrás e rever de como começou o ensino em nossa cidade, imagino que era precário mas com certeza bem aproveitado, nossa cidade o privilégio de ter está escola instalada aqui, com os ensinos fundamental, médio e cursos técnicos em vários ramos de especialização para o trabalho que as empresas de Panambi oferecem.

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  10. Os ambientes escolares estão impregnados de tarefas desafiadoras, pois as estruturas físicas das Escolas não suportam atividades extras curriculares e também não podemos admitir que funcionassem apenas como forma de ocupação.

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  11. Muito bons os comentários pessoal, e com relação à laboratórios e experimentos, o que os colegas pensam sobre estas atividades no ensino fundamental?

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    1. É a falta de professores e a preparação dos mesmos, já vem desde antigamente, e cada vez mais sentimos isso.

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  12. As atividades em laboratórios seriam importantes para o aprendizado, mas a maioria das escolas de ensino fundamental não tem ou não usam por falta de profissionais para atuar no mesmo. Os professores não gostam de realizar atividades onde os alunos tem a liberdade de pensar e realizar experimentos, pois acabam usando muito tempo de suas aulas. Normalmente nas escolas não tem professores para realizar essas atividades extracurricular.

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  13. Bom se isso fosse possível, mas o detalhe são as horas aulas e professores com experiências para aplicar estas atividades. Com certeza os alunos colocariam muitas idéias em prática e conseguiriam entender melhor certos conteúdos, mas existe também o problema de materiais necessários nas escolas e laboratórios apropriados para estas atividades.

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  14. Muitas vezes nem é a falta de profissional ou de materiais nas escolas, tem muitas escolas que têm e disponibilizam, mas os alunos não se interessam por atividades extracurriculares, o momento em que eles tenham que pensar, raciocinar e produzir algo, a maioria não quer e geralmente são aqueles que mais tem dificuldades.

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  15. Uma questão que se deve levar em conta nos dias atuais é de que alguns alunos não mostram interesse algum em participar de atividades extra curriculares, quanto muito participam das aulas, e este problema se expande cada vez mais fazendo com que a escola não opte por estas atividades pela falta de interesse e presença dos alunos e até mesmo certos pais acreditam que isso não faz diferença nenhuma para os filhos. A falta de interesse dos pais também ajuda com que a escola não leve adiante certas propostas que viriam a favorecer o futuro dos alunos.

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  16. Ok Marta Lúcia.
    Muito da responsabilidade que deveria ser, não apenas dos pais, mas da sociedade em geral, recaí no professor, como se este fosse único responsável pelo déficit de interesse educacional que estamos vivenciando. Mais comentários a respeito?

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  17. Estudei no CEP entre 1978 e 1980, ensino médio e tive aulas de biologia com o Prof. Nei. saudades desse tempo bom!

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